Crônicas

Escola, rotina.

Lembro bem da primeira vez que caminhei pela rua Natal, e quando vi o prédio da nova escola me veio um largo sorriso que tive que conter.
E ao entrar na escola nova muitas coisas iriam mudar, uma delas seria a minha rotina, teria que pegar de 2 a 3 ônibus para ir para a escola e isso sim muda a vida de uma pessoa. Acho que amadurecimento tem muito a ver com a quantidade de ônibus que se utiliza como transporte.

E agora fazem mais de dois anos desde a primeira vez que pisei naquela escola, levei tinta na cara e conheci muita gente nova.

Então é segunda-feira, você passou um final de semana incrível com sua familia(ou não) e não quer de forma alguma sair do seu recanto, mas como diria a Lucy (Peanuts – Charles M. Chulz) “A partir do momento em que se levanta e começa a andar, você está comprometido com a vida” e assim funciona a escola, pois quando você se matricula em uma esteja preparado para encontrar todo tipo de coisa, desde professores chatos e/ou loucos até caras que vão querer te bater por você ser quem você é.

Eu acorda cedo pego o(s) meu(s) querido(s) ônibus(s) e tento chegar o mais cedo na escola, em um dia bom consigo chegar por volta de 6:55. Desço as primeiras escadas e entro pelo portão dos funcionários, já que a catraca é para os fracos.

Me direciono para a cozinha, por que se não bastasse o Ensino Médio eu faço técnico também e é necessário levar minha própria comida. O problema em estudar dois períodos na mesma escola é que você começa a delirar e em certos momentos trata-la como sua casa, por que afinal de contas você passa mais tempo na frente de gente estranha do que na frente do seu computador (eu sou pobre e não tenho notebook).
No meio do caminho encontro um ou dois camaradas e algumas garotas que estou tentando pegar, ai você pensa “nossa, você quer pegar todas as meninas que aparecem na sua frente?” Ué, por que não, sei que não vou conseguir mesmo.

Soa então sinal da primeira aula, a primeira coisa que me veio a cabeça é “não sei que aula é”. Olho no caderno e re-descubro que será então uma desagrádavel aula de espanhol e pra melhorar existe um trabalho a ser apresentado. Por que vagabundo que se prese faz o trabalho de ultima hora e lê o papel na frente do professor, na moral e sem medo. Acabou a apresentação  e fui até o pátio, ver a calourada e buscar informações sobre a prova que viria na próxima aula, ahhh doce aula de biologia como eu desejava tanto que uma bomba caísse sobre aquela escola, e quem nunca desejou isso não é mesmo? Há quem já tenha tentado.

Tentei de qualquer forma arranjar uma cola, não foi possível, as questões eram de múltipla escolha mas a memória falhou, é tão certo que fui mal quanto é certo que coxinha  de bar de chinês dá caganeira.

E a segunda-feira demonstrava tornar-se cada vez mais tensa, aulas que não são do meu gosto estão reunidas neste dia que inicia a semana o que quer dizer… o quer dizer nada. Mas enfim, as semanas tem sido basicamente a mesma coisa, aulas intediantes, trabalhos a serem aprensetados, provas a serem feitas e aulas a serem matadas.

Aprendi que por mais alterada que as coisas fiquem, logo se torna haitual e começa a fazer parte da rotina e rotina nunca foi interessante.

Bem, como estou tentando mudar minha rotina decidi pegar o notebook de um amigo e escrever este post aqui mesmo na escola. Deve estar tendo aula de fisica agora =/ ohhh que droga estou perdendo uma emocionante aula de fisica, pô não iriei aprender sobre dilatação linear. Ó vida.

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