Das idiotices do mundo

Domingos Familiares

Chega o domingo e grande parte das familias brasileiras se reúnem naquele típico almoço, onde vem tia de outra cidade, avô que não via um bom tempo, os sobrinhos também aparecem.

É algo cultural que as pessoas tentam não perder com o passar do tempo, mesmo que o almoço tenha duas pessoas. Mas o problema de se reunir tanta gente e que os problemas sempre vem a tona, uma irmã que não gosta do genro, uma sobrinha biscate que a tia vive pegando no pé, e por ai vai. Normal ter uma briga, se não tem ao menos uma discussão não é normal e sua/minha familia foi trocada por aliens.

Hora do almoço, 4 se tornam 8, 8 se tornam 16, e a comida não vai dar pra todos esses convidados inesperados. A feijoada, o churrasco, a macarronada será pouco para os seus tios pedreiros, que não almoçam algo tão bom desde o último encontro, o que não faz muito tempo, mas pedreiro é pedreiro e esquece rápido das coisas.
Você corre na sua vizinha e pede um pouco de arroz e salada “por que eles bateram uma laje hoje e estão com muita fome“.

Todos sentam-se a mesa, menos as crianças, estas correm pela casa, jogam seus video-games, socam-se, discutem, choram. Os respectivos donos de seus seres em miniaturas estão inertes a toda esta situação, preocupados apenas quando finalmente o almoço será posto a mesa, preparando a critica que surgirá via telefonema na segunda-feira.
A carne vai demorar mais um pouco, anuncia alguém de fundo do quintal, onde está posta a churrasqueira  que foi acendida muito tarde, pois o tio “especialista” no assunto demorou a chegar. Na cozinha surge comentários breves, encerrados pela macarronada e os acompanhantes que chegam fumegando.

A boca de todos se enche de água, um isto de prazer e aflição.

Termina o almoço, a carne tão pouco importa agora que todos estão satisfeitos, há sempre os que nunca estão estão satisfeitos, esses já são ignorados.
Em dado momento alguma alma ligeira pronuncia as seguintes palavras “lavar a louça”. Restam a todos do recinto familiar duas opções: Sentar-se e fingir que não há nada para acontecer ou lavar a louça.

Em cada uma dessas opções a um série de desencadeamentos históricos, dos quais irão afetar todo um convívio familiar.  A melhor das hipóteses é sem duvida lavar a louça, pois, posteriormente será possível usar isso como argumento em qualquer discussão sem nexo, como : “você não olha o seu filho, olha o que ele fez, minha filha está grávida agora.”
“Estava lavando a louça neste momento”.

Na minha familia esse tipo de situação nunca aconteceu, mas quando estava sendo amarrado, amordaçado e girado em pleno ar, minhas tias usaram como desculpa a louça infernal. Eu sempre fico remoendo na minha cabeça aquela estranha sensação de estar girando sem fôlego, vendado, realmente foi algo único. Sinceramente eu desejo a todos que participaram desse complô contra minha pessoa que morram engasgado com Vedete.
Fique de olho em mim no próximo domingo

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