I'll kick your ass

Mais um dia no parque

Cinco e meia, horário de pico no parque. Estava no barco viking, meus dedos fritando de tanto apertar o bendito botão pra acelerar. Se não bastasse ficar de pé, tenho que ouvir “Vai mais rápido tio”. Vontade que eu tenho é de responder “Manda seu pai vir empurrar então”, claro que nunca falo nada disso.

Finalmente o barco para, nenhuma criança deseja vir nele, bebo minha água, o dia estava terrivelmente quente. Decidi então sentar para relaxar as pernas, mas meu descanso não demorou muito, um menino gordo, 8 anos ao meu ver, vem até o barco querendo entrar. Já tinha visto ele antes, quando entrou no parque, agitado e incontrolável, um outro monitor comentou que a mãe era um porre.

– Eu quero ir no barco.
– Não pode ir sozinho.
– Por que?
– Por que não horas.
– Por que?

E fase maldita dos por que, começam a indagar tudo e serem terrivelmente chatos.
– (por que deus quis) É uma regra.

O garoto saiu descontente.  O motivo real de não poder ir sozinho é de não gastar energia a toa, não estou nem um pouco preocupado com a energia, só com meus dedos.

Caminho um pouco eis que surge a mãe do garoto:

– Por que meu filho não pode ir sozinho no barco?

Caralho meu, não dá para apenas acatar a ordem?

– Por que… é uma regra.
– Não faz sentido.
– Gosta de ir a igreja?
– Sim, mas que isso tem a ver?
– A igreja também não faz sentido, nem por isso você pergunta “por que”.

Não sei se surtiu o efeito esperado, mas ela não me encheu mais o saco

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