Contos

Stranger

Quem é esse povo estranho entrando no coletivo?
São muitas pernas caminhando, pernas apressadas.
Quantas mãos ao alto, é um assalto? Bem provável que sim.

Para onde vão? De onde vem? Quem são esses que me apertam, falam alto e tem uma impaciência inibida pelo medo?

Este ai quem é? Chega sem respeito, senta e dorme. O senhor cansado das canseiras dessa vida quer sentar, não pode por que ele está no seu lugar.
Aquela ali levanta, o senhor se oferece para segurar suas coisas. Quanta educação, quanta falsidade.
Um homem atrevido passa por de trás da moça, belisca uma nádega que não lhe pertence. Quem o senhor pensa que é, indaga a moça em tom furioso, Desculpe-me foi sem querer, responde o homem que se afasta, a mulher continua resmungando e dizendo sobre como existem tantos homens como aquele.

Lá na frente o motorista calado observa tudo, não fala nada, não tem por que falar, a vida fala por si.

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Um comentário sobre “Stranger

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