Crônicas, romance

Almoço a luz de velas

Eu estou encostado no batente da porta, corpo totalmente entregue a esta estrutura física. O olhar permanece fixo à rua, onde não há nada, só alguns poucos pombos que pousam mas logo se vão, não tem ninguém lá, ela não está lá. O sol, se encontra na terça parte depois de ficar no ponto máximo, algumas nuvens no céu indicam uma possível chuva, Ela ainda não chegou, pensei neste momento.

A mesa está arrumada, os pratos postos em seus devidos lugares, talheres e copos também já estão prontos, a vela é singela, daquelas que se compra em qualquer mercado, e o candelabro é improvisado, não importa.

Continua a esperar, olho para os lados ansioso, O que vou dizer quando ela chegar, pergunta que martelou minha cabeça quando a imaginei chegando, Digo qualquer coisa, não, não posso, melhor ensaiar. Corro para o centro da sala e me ponho a dizer palavras de boas-vindas, Pode entrar, o almoço está pronto, muito formal, Entre e fique a vontade, clichê de mais, Não quer entrar e tomar uma chícara de chá, deixe o chaves de lado. Ouço meu nome, é ela, corro para ligar a música, ascendo a vela, e vou em direção ao portão, Desculpe o atraso, disse ela enquanto me beijava, todo meu discurso mal ensaiado não importava agora, entramos, almoçamos, o que vem depois só fica entre nós dois…

Anúncios
Padrão

2 comentários sobre “Almoço a luz de velas

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s