Das idiotices do mundo, Vivi e aprendi

O bêbado

Ele não sabe para onde vai, a vista turva mostra diversos caminhos, e não importa qual ele vá, será sempre o errado.

O rosto inchado, vermelho, acompanham um cheiro insuportável. O andar é mole, o corpo quase não se sustenta, os passos tortos fazem com que ele esbarre em uma ou duas pessoas.
As pessoas ao redor olham com desprezo, ninguém quer que ele se sente perto, se perguntam por que o deixaram entrar, Tem que sofrer mesmo, afirma uma senhora.

O que ninguém fez, talvez por não achar que devesse, ou por apenas não querer fazer mesmo, era o ato de se perguntar, sim, fazer aquelas perguntas  que são de extrema importância antes de se julgar alguém.

Quem era aquele homem, pergunta que ninguém da platéia antagônica se fez, pois além de bêbado, certo é que ele era um homem. Este homem por sua vez, possuía uma história, da qual todos os preconceituosos arrogantes nunca tinham parado para se perguntar. Quem era sua família, Tinha filhos, Onde morava.

Nas reportagens de TV ou jornal ele era conhecido como bêbado, ninguém o chamaria pelo nome, assim como acontece com todas as outras minorias desfavorecidas.

Você pode até dizer o contrário, mas o cu daquele homem tinha dono, ao menos para ele.

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