Crônicas, Senta que lá vem história

Cannonball

Azar

Tal palavra define minha relação com as mulheres até uns 4 meses atrás. Sim, esta palavra de 4 letras, coincidentemente  é o mesmo numero de letras do meu nome, e a ultima dos dois são iguais. Isso não quer dizer absolutamente nada.

Eu atribuo o meu problema com as mulheres ao fato do estilo pradiniano nunca ter tido popularidade, é um estilo que consiste básicamente em não ter estilo.
Eu seguia essa “tendência”, logo eu era um excluido.

Foi ai que desisti de querer revolucionar o mundo da moda e parei de seguir o estilo inventado por mim, e resolvi seguir estilo nenhum. Perceba a grande mudança.

Como disse em outro post, alguns acasos nos levam a bater de frente com um caminhão, porém, outros nos levam a encontrar um caminhão de coca tombado.
E foi um desses acasos que mudou minha vida.
O acaso em questão foi eu repetir de ano e semestre(Nesse caso eu poderia dizer que bati de frente com o caminhão da Coca).

Eu não sei bem como aconteceu, mas lembro que novos alunos entraram na escola, principalmente no técnico, e havia uma aluna nova no mesmo curso que eu, claro não no mesmo semestre, ela havia acabado de entrar. Ela era tão interessante.

O grande problema para se chegar em uma garota é obviamente a fala inicial, depois que se inicia a conversa, tudo fica mais fácil. O problema era como falar com aquela garota, não tinha-mos amigos em comum, e lugar em comum não basta, já que a escola não é bem o lugar certo.

Esta garota, estava sempre na dela, andava pelos corredores com um amigo, e ela parecia ser muito  tímida. Resolvi então que seria muito mais fácil falar com o amigo dela primeiro, depois falar com ela.
Com um pretexto qualquer puxei assunto com o cara, mas falar com a garota que é bom nada.

Descobri posteriormente que a tal garota havia um empedimento, não me abalei, olha ela todos os dias discretamente.
Pra descobrir o nome foram dois meses após ela ter entrado no curso, isso por que fiz por intermédio de um outro colega.

Passou o semestre e pelo que eu me lembre eu não tinha falado com a garota ainda, me sentia o próprio charlie brown com a sua garotinha ruiva, no meu caso uma morena.
O rumo da história começava a mudar quando um “camarada” meu, que não conhece o termo “ser discreto” acabou por fazer amizade com esta garota. Era a minha chance de conversar com ela e eu não iria perder esta oportunidade de jeito nenhum.

Logo tinha arrumado um pretexto para falar com ela. Não lembro as primeiras palavras, de certo devo ter dado alguma opinião em uma roda de conversa.

Era um pequeno passo para a humanidade, mas um grande salto para mim.

Agora não precisava ficar olhando as escondidas, eu podia falar com ela, é claro que eu ainda a olhava, mas agora podia fazer algo a mais.

Me lembro das conversas no ônibus, o sorriso dela, o jeito com que ela falava, e eu tentando parecer um cara normal sempre na minha.

Até que um dia chegou meu aniversário, esse dia é claro eu não esqueço.

Foi bem assim:

Intervalo. Estava eu conversando com uns amigos quando ela se aproxima, chama um amigo meu e entrega algo que eu não consigo identificar. Depois de um tempo fui ver que coisa era aquela, tava todo mundo em volta mesmo. Ela saiu, o cara que tava com a coisa não disse nada por um tempo, era uma pequena placa de madeira ou algo parecido, depois de algum tempo ele me fala que ela tinha mandado ele entregar aquilo pra mim.
Pense em alguém surpresofelizquerendodarpulinhos.

O objeto em questão era uma pequena “placa” de madeira ou algo parecido que contém a seguinte frase: As criticas não me abalam, os elogios não me iludem. Sou o que sou e não o que dizem! Vivo o presente, temo o futuro e foda-se o passado!
Em um canto da placa há o Snoopy desenhado, digamos que esse desenho tenha sido a coisa que tenha me cativado tanto naquele presente, já que eu havia comentado com ela algumas vezes (uma ou duas) que eu gostava muito da história de Peanuts, e isso com certeza queria dizer algo.

Obviamente fui agradece-la, e eu nunca vi alguém tão envergonhado assim, acho que se ela pudesse ela enfiaria a cabeça de baixo da terra. Mal pude abraça-la =\

Depois acabou o intervalo e eu fiquei daquele jeito.

Coisas estranhas acontecerem nos dias seguintes e me levaram a crer que aquilo não significava nada.

Até que um dia ela sentou do meu lado e conversamos sobre qualquer coisa, mas tarde conversamos no msn, não era a primeira vez. Mas aquela conversa me fez sentir diferente, algo que era pra mim somente platônico e como sempre não passaria disso, agora eu queria muito que desse certo.

Ai eu tinha uma idéia na cabeça.

Se há uma tribo que eu me encaixo, românticos é a mais perfeita delas. Faz parte de mim.

Na mesma semana então esperei ela ficar a sós em um dia qualquer, a idéia era lhe dar um singelo bombom, em parte para agradecer e em parte para agradar.

Comprei o bombom, e por uma sorte ela estava sozinha. Sentei ao seu lado, cumprimentei e entreguei o bombom. Não falei nada de mais, por que entregar o Sonho de Valsa foi complicado, tive que vencer a timidez e eu tava nervoso, muito nervoso.

Tempos depois(uma semana mais ou menos), encontrei a garota no ponto de ônibus, foi numa segunda-feira e ela comentou sobre uma peça de teatro que iria ter no SESI, quando ela falou da tal peça rápidamente me passou a idéia de que seria bom ir com ela lá, mas e a coragem?
O pensamento terminou e a frase chegou aos meus ouvidos “quer assistir a peça comigo?” .

– É obvio que eu quero, é o que eu mais quero.

Não, eu não falei assim, eu fui um pouco mais contido, claro. Respirei um pouco, acalmei e disse bem naturalmente que sim.

A peça foi na quarta feira da mesma semana, o nome da peça era “Ah, beijo não”, ficou na pequena descrição do blog por uns dias.
E essa foi a primeira vez que ficamos juntos, ao som de Adriana Calcanhoto, com direito a alguém me cortando logo no primeiro beijo.

E é incrível estar do lado dela, desde aquele dia eu me sinto renovado.

Uma semana depois eu a pedi em namoro, daquele jeito meu mesmo, uma coisa simples mas que vinha de dentro.

Agora fazem mais de três meses desde o dia da peça, desde o pedido. E eu continuo amando-a, tento ser o melhor, tento faze-la se sentir a garota mais especial, erro aqui e ali.
Mas eu quero que ela saiba que é pra sempre.

O nome dessa garota?

Nicole.

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