Das idiotices do mundo, Senta que lá vem história

O quanto devemos ser alienados

A discussão é longa e histórica, até quando as pessoas devem ser alienadas?

Depois de algumas discussões neste sentido, resolvi postar algo sobre aqui. No meu segundo ano tive um trabalho de filosofia onde o tema era “Trabalho e alienação”, a questão que envolvia a pesquisa era: O trabalho aliena ou dignifica o homem. Meu tema de pesquisa foi especificamente a alienação no consumo, se bem que eu queria mesmo falara de alienação religiosa.

Expus a classe que as pessoas estavam condicionadas a consumir tudo que lhes eram impostas, a época era de lançamento de alguns livros do crepúsculo e eu acabei citando o livro/filme, dizendo que as pessoas só o consumiam pois tinha sido algo imposto, e essa imposição era dada de forma que ou você consumia o produto ou ficava-se excluído. Os fãs da saga me detestam até hoje.

E dias atrás a questão de alienação no consumo voltou a ser discutida, dessa vez no trabalho. Depois de uma série de debates filosóficos acabamos por entrar nesse assunto, onde o Bruno, entenda Bruno como capitalista Mör, dizia que algumas formas de entretenimentos tonto(a palavra não é essa, não me recordo qual é) eram sim bem-vindas, ele defendia seu ponto de vista dizendo que músicas como “É o rebolation” vinham para satisfazer a necessidade de se libertar do estresse causado pelo cotidiano, uma forma de escapar dessa vida.

Reboletion é ópio do povo.

Em contra partida disse a ele que existem sim formas de entretenimento que agregam algo a vida das pessoas, e logo fazem muito bem o papel de relaxar e cultuar alguém, já que músicas compostas por uma frase de nada servem a não ser mostrar como o Brasil ainda tem muito que evoluir nesse quesito.

A discussão nunca termina, e chegou ao ponto de me deixar estagnado quando ouvi de um economista que chega certos momentos da nossa vida que devemos apenas nos acomodar com a situação.
“Seus pais diziam que antigamente as coisas eram bem melhores no passado, você vai dizer a mesma coisa no futuro, mas você acaba se acostumando” disse o que pra mim foi o comentário mas alienado em tempos.
Perdendo é claro  para o que ouvi hoje vindo de uma aluna da minha classe, referindo-se a educação de péssima qualidade no Brasil: “Eu vim de escola estadual, onde o ensino era muito fraco, mas eu sabia que era fraco pois eu já tinha uma base melhor, talvez esse plano de educação do governo seja bom para as pessoas do nordeste/norte do país, onde as pessoas tem uma educação pior, depois que a educação estiver nivelada, eu creio que ela vá melhorar”. O problema minha cara, é que a  educação vai ser nivelada por baixo, não fazendo referência as pessoas no norte e nordeste, já que nossa educação não é nada boa também (em tempos de xenofobia há de se tomar cuidado).

Até quando vamos ver coisas como acontecem de errado no nosso dia-a-dia e ficar calados? A ficha limpa foi digamos adiada por mais um ano, quem garante que não vai acontecer isso no ano que vem e assim por diante? Vamos ficar quietos enquanto tudo passa por debaixo de nossos narizes, ou melhor na frente de nossos olhos? Já que como diria o grande economista que trabalha num almoxarifado, “temos que ser cômodos”,  eu me abstenho de maiores comentários.

 

 

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