Contos, Crônicas

Fúria

Tarde qualquer. E não há nada que estragaria a complexidade de fatores bons que normalmente não se encontram nun mesmo dia. Enganado.

Passa a sua frente aquela dúvida que acorda junto com você, ela encosta do seu lado, dúvida maldita. Ela sussurra na sua orelha, diz coisas que você luta todos os dias para tentar esquecer, Afasta-te de mim, elava-se a voz mental para tentar afastar a maldita. Ela não vai.

Então ela te consome e você atende a seu desejo, faz a pergunta cabal, e a resposta é lobotômica. Não há como suportar.

Ossos de todos os lugares tremem, e você percebe tarde de mais que  não suportaria uma noticia assim. Aterra-se toda a esperança, some tudo que é bom e no lugar de tudo isso vem a fúria.
Primeiro objeto, lançado sem discriminação a parede mais próxima. O grito não ecoa, ele impregna a parede e a corrói, assim como está corroído a alma do gritante.

Água sobre a cabeça, escorre por todo o corpo, socos ao ar, gritos, outro objeto a parede. Soco, grito, pensamento, incessante luta contra a mente, e finalmente como ultimo ato de esperança, tentativa dolorosa de alivio. Choro.
O corpo se entrega e cai ao chão.

A respiração fica acelerada e de repente só há silencio.

Continua…

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