Crônicas

Metrô, São Paulo e Expon

Redescobrir São Paulo era uma das minhas vontades a muito tempo, na verdade era vontade voltar pra lá desde uns tempos depois que eu vim morar aqui, nem preciso explicar o por que né?
E aconteceu de finalmente eu ir nessa ultima quinta-feira(21/07) para participar de um evento, chamado Expon. Esse evento, a Expon,  reunia os melhores profissionais de SEO  e liks patrocinados do mundo, e da Bahia.

A viagem começou quando pegamos eu e o meu parceiro do trabalho o Cometa, antes queria dar uma certa atenção ao fato de que na rodoviária tem uma pastelaria do Chinês, tá e que que tem de mais nisso? Pastelaria de chinês é o que mais tem por ai, na verdade pastelaria é quase um sinonimo de chinês, o que eu vi e não pude deixar de reparar era que o nome da pastelaria era exatamente esse “Pastelaria do Chinês” e… não tinha nenhum chinês naquela budega. Marketing? Só se for mal feito.

Voltando a falar do assunto, mas sem fugir de marketing, lembrei que um jornal faz publicidade nos ônibus do Cometa, bem que poderia vir umas amostras grátis né, fica a dica.

Consegui ver o sol nascendo, pena que tinha tanto prédio e industria que não foi uma cena memorável, ainda menos memorável foi quando lembrei da música que dizia que o nascer do sol não passa de uma ilusão. De certo ilusões são mais bonitas que a realidade. A viagem até chegar em São Paulo não passou disso, prédios ao longe, industrias na beira da estrada e um pouco de mato. Chegar em São Paulo é que foi o grande bang da coisa.

Bang, primeiro por que Sorocaba tem muito mais gente bonita por metro quadrado do que lá, não sei a que se deve esse fenômeno, e bang também por causa dos altos contrastes, você vai do lixo ao luxo num dobrar de esquinas.
Alguns minutos depois e chegamos a Barra Funda, estação rodoviária imensa, sem contar que também é uma estação de metro. Quanta gente, quanta gente pseudo-estranha logo de cara. E vamos nós pegar o metrô. MEDO.

Se você tiver de bom humor, pegar metrô pode até ser engraçado. Você se posiciona em frente a plataforma, o metrô passa a mil por hora e logo para. Você pensa em entrar e em qual lugar vai ficar e pronto, a porra ta cheia de gente sendo exprimida. E quando você finalmente entra e não encontra lugar para segurar, não se preocupe e tanta gente que você fica estabilizado automaticamente, o foda são as arrancadas e as freadas.
E é gente de todo tipo, gordo, feio, magro, indie, colorido, hipster, black, mano e tudo quanto mais tribo e minoria tiver.

Depois de enfrentar três estações, e aprender diferentes formas de se manter de pé em um metrô sem as mãos, finalmente chegamos ao nosso destino, a grande, a sensacional, a deslumbrante… avenida paulista. Ok, ok, não é uma times square mas é melhor que qualquer rua daqui de Sorocaba.

Depois seguimos em frente e entramos no bairro da consolação, bairro esse que bem me disseram, mas se não tivessem feito eu perceberia, é um lugar gay, sim, o bairro inteiro. Os bares, o shopping, as lojas, as pessoas, todas gays. E o shopping era meu destino final. Shopping Frei Caneca.

Depois de anos andando em um shopping que tem uns 4 corredores, ir a um shopping que tem uns 7 andares é no mínimo Maneiro.
A Expon estava no 4º e 6º andar, onde ocorriam palestras simultâneas com os caras mais fodas do ramo de SEO, alguns mais legais, outros mais sérios, mas todos demonstrando o por que foram escolhidos.
Fail para a internet,  que custou segundo eles uns 35 mil reais e em momento algum deu sinais claros de vida, e fail para o shopping com suas poucas tomadas acessíveis me obrigou a sentar no meio do corredor pra carregar meu notebook.

No ultimo dia, na sexta-feira além das palestras teve a balada da mochila organizada pelo próprio evento, open bar, mas decidi não beber afim de cuidar dos manguaceiros que iriam voltar com a gente. E foi complicado  levar  a três pessoas bêbadas numa subida até a avenida paulista com chuva, sorte que tinha mais alguém para ajudar, caso contrário a garota que gritava de 2 em 2 minutos “Te juro por deus, quero um hambúrguer” ia conseguir entrar no MC e fazer cagada, a mesma garota teve a capacidade de ir em outro ônibus para usar o banheiro.

 

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