Crônicas

Aquilo que a gente achou e não era

Você está no seu táxi e dois homens estranhos entram e mandam você seguir em frente, você fica tenso.
Alguém na chuva pega uma carona com um desconhecido.
Um homem vende um passe a uma mulher, mas ele precisa descer logo do ônibus.
Uma pessoa te para na rua pedindo informação, você disfarça e finge que não é com você.

E todo mundo sabe o final da história, ladra mesmo é a moça do ônibus, que com sua bolsa enorme e amarela não acha o dinheiro a tempo do moço que vendeu o passe e acaba por sair de graça.
Os passageiros do táxi  estavam apenas querendo ir rápido para o culto.
A  pessoa que pegou carona com o desconhecido sai sem a carteira e o celular.
E quem pediu informação, só queria uma informação mesmo.

Agente sempre se engana.

Um ícone que não é botão, um link que não te leva a lugar nenhum, um relacionamento que não é duradouro, um site que não é porno.

Sempre enganados.

Mas uma arma na sua cabeça é sempre uma arma na sua cabeça.

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2 comentários sobre “Aquilo que a gente achou e não era

  1. Pingback: Aquilo que a gente queria e não teve | Mas que poxa*

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