Contos, romance

Não meta a mão!

Meteram a mão no meu coração, e ficaram mexendo de um jeito como quem amassa a massa do pão, pão que é servido pra todo mundo na porta do terminal ou na padaria, assim como Sonho de padaria. Mas meu coração não é pão, nem de todo mundo, muito menos Sonho de alguém.

E depois mexeram mais uma vez, mas de um jeito delicado, do mesmo jeito que se mexe o café com chantilly, e se desenha algo no café. O desenho que fizeram aqui é incerto, tem uns ares de pós-modernismo, antuviado em românticas linhas tortas.

Tire a mão dai, pois mexeu de mais no que não é seu. O coração que não era pra ser de ninguém já foi vendido de mais a pessoas que só queriam fazer uns rabiscos e sair fora. Saia fora você.

Venha coração, cuidarei de ti

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