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Memento mori

Ele teria afundado com todos os seus navios, pois não sabia ver quando seus planos estavam errados.
Acreditava que além mar haveria algo novo, algo que o faria dormir em paz.
Tinha a coragem do primeiro pássaro.

Não percebia, entretanto, que o mundo é, na maioria das vezes, ou quase sempre, cheio de vírgulas, cheio de mas e poréns.
Que a distância de algo fosse o seu único impedimento, e sua morte seria certa. Mas não era só isso.

Quem toca violão na escada? Quem se vai sem dizer adeus? Quem é ele se não teu.
O único plano era inventar o final.

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