Crônicas

Não morreu de amor

Estavam todos reunidos na sala de reunião, atônitos.
– Não é possível, como assim o Zé morreu?
– Realmente não dá pra acreditar, pobre Zé, amigo para todas as horas.
– E morreu do quê? De amor?
– Não, não morreu de amor. Antes fosse, morreu de um jeito que eu nem achava que era possível morrer.
– Se não foi de amor, foi do quê? Que dó do Zé.
– Morreu de tanto trabalhar!
– Vigie, isso é possível?
– Não sei, mas o Zé morreu disso, o IML já constatou no atestado de óbito.
Recebeu um monte de papelada na mesa hoje pela manhã, morreu na hora.
– E a família?
– Todo mundo muito triste, ninguém esperava.
– Amanhã passo lá para vê-los.
– Faça isso. Agora vamos voltar para a sala, tenho um monte de e-mail para responder.

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