Medidas paliativas para um mundo melhor

Não, não separem o Brasil

É sério.

No texto anterior eu mostrei que a solução perfeita para o Brasil seria nos separarmos em mini-brasis. Era brincadeira, vocês sabem. Há motivos de sobra para a gente ficar juntinho que nem chiclete e sola de sapato.

Vocês podem até dizer que o Espirito Santo não produz nada de útil para a região sudeste ou até mesmo para o Brasil, mas cometem um ledo engano. Pode até parecer um detalhe tão pequeno de nós dois, mas é de lá que surgiu o Rei, o mito, o mais novo ilustre ex-vegetariano: Rei Roberto Carlos.
Sim, ele. Ele que botou Santos no mapa (ou vocês achavam que era o Pelé?), teve um sósia (na verdade vários), foi terrível, rebelde e romântico.
Roberto Carlos, ou Beto para os íntimos (por isso vamos chama-lo de Roberto Carlos), embalou diversos bailes, cantou em espanhol, italiano, inglês e o caralho a quatro. Marca presença todo final de ano na sua casa que eu sei e ainda arranca suspiro de muita gente.
Tal fenômeno só poderia ter saído do Espirito Santo Amém.

 Tenho um coração, dividido entre a esperança e a razão. Tenho um coração, bem melhor que não tivera.

A citação acima, que poderia ser atribuída a inúmeros poetas românticos ingleses  é na verdade oriunda da mais pura brasilidade. Do Ceará, que vocês tanto querem deixar de lado, veio não só meu avô mas também um dos maiores poetas incompreendidos desse globo terrestre: Fagner. É, com F mesmo.
Fagner foi pioneiro no sexo submerso e cometeu alguns deslizes, mas quem não comete?
Fagner é considerado o artista mais influente do Ceará e porque não, da minha vida.
Dizem e eu concordo: No Ceará, gente ruim não há.

Indo lá pra Pernambuco (leia com sotaque de lá que fica melhor) temos Romero Britto. Mas também temos coisa para se orgulhar, como: Lenine, Luiz Gonzaga, Paulo Freire, Chico Science, Nelson Rodrigues e tantos outros (a lista é realmente enorme). Além disso Recife produz sempre a melhor safra do cinema nacional. Sem contar as praias que você vê na novela e nunca vai poder ir.
O estado é tão bom, tão foda, tão bom mais uma vez, que Clarice Lispector (que você tanto compartilha frase no facebook), nascida na Ucrânia, fazia questão de se declarar como Pernambucana. Dizem as boas línguas que ela era muito boa no frevo.
E vocês querendo que Pernambuco fizesse parte de um outro Brasil.

Não vou nem falar dos outros estados pois acho que já reuni argumentos o suficiente para provar que se o Brasil fosse dividido em diversas partes, você meu caro amigo, não poderia estufar o peito de orgulho e gritar a plenos pulmões:
Pau que nasce torto nunca se endireita!

 

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